Fortaleza conectada: outras conexões

Por Gabriela Ribeiro

Quando chegamos em Sobral, é possível, de qualquer lugar da cidade, ter sinal de internet sem fio. De acordo com o site da Prefeitura, há 12 torres de distribuição do sinal espalhadas pela cidade. Para usufruir do serviço, o usuário tem de se cadastrar no site e estar a, no mínimo, 100 metros de distância de uma das torres.

Uma das moradoras do local, a fisioterapeuta Magda Borges, ainda não se cadastrou no site, para poder utilizar o serviço. Mas ela confirma que, em qualquer local que se chega na cidade, é possível encontrar a rede gratuita e se conectar. A fisioterapeuta não considera a falta de segurança um problema e diz que a cidade é tranquila, o que torna possível a utilização de dispositivos móveis
nos ambientes públicos.

As pessoas que não têm notebooks ou celulares que acessem redes sem fio podem comprar um kit de conexão sem fio e o ligar ao computador de mesa, em sua própria residência.

A tecnologia utilizada para conectar uma cidade ou um campus universitário é a mesma que se usa em casa, conhecida como Small Office and Home Office (SOHO). No entanto, o alcance é de apenas 100 metros e o sinal pode ser interrompido por obstáculos físicos (paredes, espelhos, água). De acordo com Thiago Santos, analista de suporte da Universidade Estadual do Ceará (UECE), “em projetos que necessitam de grande cobertura como Universidades, criam-se ‘células’ com uma área de cobertura que abranja o maior espaço possível. Esse é o mesmo caso de Sobral”. Ainda de acordo com o analista, “outra tecnologia já em uso em Fortaleza pela operadora Embratel e o Governo do Estado é a WiMax (IEEE 802.16) onde é possível abranger uma grande área de cobertura (acima de 10km) com uma única antena, mas, a rede ainda é pouco utilizada devido à dificuldade de a população obter equipamentos móveis”.

Outras cidades já oferecem o serviço, como Pedreira, no interior de São Paulo. Por meio de uma parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp), a Prefeitura hoje oferece o sinal de internet sem fio aos 45 mil habitantes do local.

Essa é uma forma de incluir digitalmente as pessoas que não têm condições de arcar com as despesas de um serviço de internet. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), o Ceará conta com 35 programas de inclusão digital e 1051 pontos de inclusão digital. O maior deles é o GESAC, do Governo Federal, que disponibiliza a infraestrutura fundamental para a expansão de uma rede, com equipamentos e acesso à internet.

Internet para todos

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