A Unifor faz e o meio ambiente agradecem

Por Joafrânia Nogueira

Quem anda pelo campus da Universidade de Fortaleza (Unifor) já se acostumou com a presença de animais silvestres. São emas, sariemas, saguis, pavões, patos, tejos, iguanas, jabutis, tartarugas e outros tantos. Eles estão por toda parte. Transitam entre estudantes e funcionários na mais absoluta tranquilidade. Já se adaptaram à presença de humanos. Entre os bichos, as emas estão entre os que mais chamam a atenção. Talvez por conta do tamanho e do elegante caminhar.

A circulação dos animais nesse espaço universitário está para além de questões estéticas. Preservar o meio ambiente é o maior objetivo. Se antes da vinda dos animais o conjunto de espécies vegetais responsáveis pela área verde do local já tornava o ambiente belo, agora, com eles se movimentando por toda a parte, o ambiente parece ganhar mais vida.

A Unifor é um espaço de 72 hectares. Ela foi registrada, em 2008, como uma das Áreas de Soltura de Animais Silvestres (Asas) habilitadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os animais, em sua maioria, são frutos de apreensões feitas pelo Ibama em criadouros ilegais e feiras.

Apesar de não saber precisar um número específico de animais, já que eles se reproduzem livremente dentro do campus, Júlio César de Freitas,  gestor da Divisão de Serviços Gerais da Unifor , diz que as espécies são muitas. Desde que chegaram, muitos já se reproduziram sem nenhuma interferência humana.

Para Júlio César, o grande desafio é educar as pessoas para que elas não alimentem os animais. “Eles precisam encontrar a própria comida que, no campus, tem em abundância. Não podemos condicionar os animais a hábitos que fogem daquilo que lhes é natural”, explica.

Além dos bichos, outra preocupação da Unifor é com a reprodução da flora. A universidade mantém um viveiro de mudas que servem para abastecer o campus. Os alunos interessados também podem levar para casa. O ato é de solidariedade e respeito ao meio ambiente.

Carol Ribeiro, aluna de Psicologia, acha importante a iniciativa da universidade na preservação da biodiversidade. Para ela, passear entre os animais é um privilégio de poucos, já que em Fortaleza existem poucos espaços que proporcionam essa interação entre pessoas e natureza.

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